(adaptado por David A. Horner)

Há uma analogia popular usada para mostrar que todas as religiões são caminhos válidos para descrever Deus. Professores especialistas em religião amam essa analogia, porque ela iguala todas as religiões, tornando-as igualmente “verdadeiras” nas suas descrições de Deus.

A analogia é esta: há quatro homens cegos que encontram um elefante. Já que aqueles homens nunca tinham encontrado um elefante, eles começam a apalpá-lo, buscando entender e descrever esse novo fenômeno. Um agarra a tromba e conclui: é uma cobra. Outro examina uma das pernas do elefante e descreve: é uma árvore. O outro descobre a cauda do elefante e anuncia: é uma corda. E o quarto homem cego, depois de descobrir a lateral do elefante, conclui que é, depois de tudo, uma parede.

Cada um, em sua cegueira, está descrevendo a mesma coisa: ainda que cada um tenha descrito a mesma coisa de maneiras radicalmente diferentes.

De acordo com muitos, isso é semelhante às diferentes religiões do mundo–todas estão descrevendo a mesma coisa de maneiras radicalmente diferentes. Desta forma, conclui-se que nenhuma religião individual tem o caminho da verdade, mas todas devem ser vistas como igualmente válidas na sua essência.

Esse entendimento poderoso e provocante à primeira vista; certamente parece ter algo de verdadeiro. Se Deus é infinito e nós somos finitos, é razoável acreditar que nenhum de nós pode capturar completamente Sua natureza. Mas essa analogia filosófica reproduz a verdade quando diz que todas as religiões nos levam a Deus? Para concluir isso é preciso ignorar muitos pontos.

Primeiro, há o objeto da questão: o elefante. O que os homens cegos estavam tentando descrever era, de fato, um elefante, e nada mais. Da mesma forma, há verdadeiros questionamentos sobre Deus. “Deus existe mesmo?” é uma questão real, como: “Abraão Lincoln já foi presidente dos Estados Unidos?”. A resposta é um fato, seria verdadeira mesmo se alguém acreditasse ou não, e negar este fato, tornaria este alguém um equivocado. Assim, nem todas as opiniões concernentes aos elefantes ou à natureza de Deus são igualmente verdadeiras.

Segundo, todos os quatro homens cegos estavam, de fato, errados. Era um elefante e não uma parede, ou uma corda, ou uma árvore ou uma cobra. Suas opiniões não eram igualmente verdadeiras–eram iguais, e verdadeiramente falsas. Na melhor das hipóteses, tal analogia do pluralismo religioso mostraria que todas as religiões são falsas, não verdadeiras.

Terceiro, e mais importante, a analogia não leva em conta nenhum tipo de revelação especial. Se um quinto homem entrasse em cena, alguém que pudesse ver (e pudesse provar que era realmente capaz de ver), e tivesse descrito o elefante como um elefante, a analogia mudaria por completo.

Jesus Cristo, único entre todos os líderes religiosos da História, afirmou ser esse “quinto homem”; a definitiva revelação de Deus. Muitas pessoas que assistiram aos milagres de Jesus e O ouviram falar, sentiram-se ofendidas por Suas claras declarações sobre Sua divindade. “Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava até mesmo dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus.” (João 5:18)

Jesus, no entanto, convidou-nos a acreditar nEle se nós queremos que a nossa busca por Deus seja satisfatória: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim jamais terá fome, e quem crer em mim jamais terá sede.” (João 6:35)

Quer conferir a credibilidade de Jesus em ser esse “quinto homem”? Veja o artigo “Mais Do Que Uma Fé Cega”.


Como começar um relacionamento com Deus

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