(revisado por Natália Póvoas)

Imagine que existem duas pessoas vivendo dentro de um pedaço de papel. Essas pessoas são bidimensionais, tendo altura e largura, mas sem profundidade; o papel é um pouco do mundo delas. Elas podem ver você? Não. Podem ver somente o que está sobre o papel, o que se aproxima dele – o mundo delas. Elas não têm percepção da profundidade. Agora finja que você usou seu dedo para tocar o papel. Elas podem ver você agora? Na verdade, não podem vê-lo por inteiro, mas podem ver a extremidade do seu dedo, apenas a parte que entrou no mundo delas.

O Deus Oculto

Essa é uma analogia da nossa situação com Deus. Deus existe fora das nossas dimensões. Ele pode existir fora das nossas noções de tempo e espaço. Portanto, é difícil enxergá-lo. Nós somos como as pessoas no papel bidimensional. Não podemos enxergar o que está na terceira dimensão. Mas, nesse caso, nós existimos em quatro dimensões (altura, largura, profundidade e tempo) e Deus existe além delas.

Então, como conheceremos esse Ser Supremo? Assim como os moradores do papel não poderiam ter notado a sua existência se você não tivesse tocado o papel, nós não poderemos detectar a presença de Deus se Ele mesmo não se revelar a nós. Ele deve “tocar no papel” do nosso mundo. Deus tem que se apropriar das nossas dimensões para que nós possamos conhecê-lO.

O Deus Invisível Revelado

Ao estudarmos a história da humanidade, especialmente as histórias religiosas, podemos realmente encontrar algum vestígio de onde Deus tenha “tocado no papel” do nosso mundo? Considere que o “dedo” de Deus tenha tocado nosso mundo na pessoa conhecida como Jesus Cristo. Jesus alegou ser Deus (João 8:58, 17:3); disse que ver a ele era o mesmo que ver a Deus (João 12:45, 14:9); disse que ele foi o único enviado à Terra diretamente por Deus (João 3:13) e perdoou os pecados das pessoas, coisa que somente Deus pode fazer (Marcos 2:5). Muitas outras passagens do Novo testamento afirmam a identidade de Jesus (João 1:3, 4:18; Hebreus 1:1-13; Colossenses 1:15-20, 2:9; Filipenses 2:6). Ele era Deus “que se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Ele é “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15).

Se nós somos aquelas pessoas que moram num papel, faz sentido que o nosso Criador multidimensional entre no nosso mundo de apenas quatro dimensões se tornando um ser humano. Ele revelou a si mesmo para nós. Mas porque Deus faria isso?

Mostre-me Deus

Conta-se a história de um fazendeiro que morava sozinho em uma cabana. Ao lado de sua cabana havia um celeiro. Numa noite muito fria, pássaros começaram a bater na janela da cabana, tentando escapar daquele frio terrível. Então, o velho saiu e abriu a porta do celeiro. Estava quentinho lá dentro. Ele agitou seus braços e chamou os pássaros para dentro, para que ficassem em segurança. Mas eles não o entenderam.

A angústia dele foi tanta que desejou ser um pássaro também para que as pobres aves o compreendessem e escapassem da morte. Naquele momento, o fazendeiro entedeu porque Jesus veio. Apesar dele não poder se transformar em um pássaro, Deus poderia se transformar em um homem, e foi isso que Ele fez: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (João 3:16).

Para encontrar mais informações sobre a vinda de Deus para o nosso mundo, leia a livro de João na Bíblia.


Como começar um relacionamento com Deus

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